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terça-feira, 13 de julho de 2010

Do fundo do coração...

Sei que tento me manter otimista, falo que tudo será maravilhoso (e será!), mas minhas amigas sabem o quanto estou preocupada (e um pouquinho triste, porque não?) com alguns sentimentos dentro do coração.

Ah, também não sei se é tristeza. É até maldade com tantas coisas boas que estamos ganhando da vida. Mas sou um ser humano, me sinto tristonha, e vim desabafar.

Todo mundo já sabe dessa saga toda que é fazer um casamento que não tenha festa. É a coisa mais esquisita do mundo pra muita gente.
Concordo, gente. Não acho também tão legal não ter festa. Sou meio do contra, mas nem tanto.
É que nós priorizamos a casinha, que é nosso ninho, nosso lar, e como não somos pessoas super abastadas e nossos empregos não estão no auge da lucratividade, então precisamos optar.

Aí muitas pessoas dizem: mas se não é pra ter o casamento do sonhos agora, por que vocês não esperam mais um pouco e juntam dinheiro pra isso?

Porque NÃO. Porque queremos estar juntos! O tempo já não foi muito nosso amigos e nos manteve longe por 15 anos. Não estamos na flor da juventude, e se um dia eu quiser ter filhotes, poderá ser tarde. Não aguentamos mais ficar separados! Acho que não preciso enumerar mais nada, né?

Aí fiquei meio jururu porque queria muito algumas coisas, como vídeo da Fernanda e Sharon, que pra mim é um dos melhores, mais fofos, mais singelos e mais românticos. Ah! E mais parecidos com os do Cana Productions.

Conversei com as meninas, falei com a Fernanda e com a Gi, e foram uns amores! Mas infelizmente não terei condições de fazer meu vídeo com elas.

E nisso tudo fui me lembrando dos zilhões de coisas que não terei e que tenho que falar "ah, tudo bem, nem queria muito mesmo", sabe?
Isso, juntando com outros desgastes do dia a dia, vai dando um nó no peito, uma tristeza, e uma impressão de que já que nada vai ser como nos meus sonhos, então pra quê fazer?

Nesse momento eu me lembro de uma coisinha boba, que quase não faz diferença na vida: o noivo!
É...o noivo. Será que ele por si só já não é meu sonho?

E diante desse pensamento eu me curvei e agradeci a Deus. Agradeci por ter um noivo de verdade, um homem que soma na minha vida, que está do meu lado nos momentos ruins e nos piores, que sempre está lá pra me fazer rir, que não entende direito minha TPM mas me aceita assim. Um homem de verdade.

Eu ainda não vou ter o casamento de revista que eu queria. Não será no sítio, como eu sonhei. Não terá uma mesa de doces lindíssima e nem o vídeo da Fernanda e Sharon. Mas sabe o que terá? AMOR. Esse, sim, estará presente!

Ah, e um dado importante: acreditam que não precisei pagar nadinha pela presença dele no meu casamento? =]

Existem REALMENTE coisas que o dinheiro não compra. Mas pra todas as outras...vocês já sabem, né? hahaha...

Aloha! =}

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Mais uma facada...

Ando acompanhada de uma dor de cabeça há 5 dias, ininterruptos, que não me deixa fazer nada direito.

Hoje de manhã chego no trabalho e meu pai me dá mais uma notícia, mais uma facada no peito. Relacionado ao meu irmão.

Penso sozinha: meu Deus...quando será que tudo isso terá um fim?

A vida também é feita de pequenas e grandes decepções cotidianas. Infelizmente.

Está difícil, minhas amigas...bem difícil...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Tristeeezaaa, por favor vá emboraaa...

"Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim

Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim

Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero de novo cantar"

É mais ou menos isso que ando cantando. E como quem canta, seus males espanta, foi mais ou menos isso que vem acontecendo.

Amigos se revelaram mais amigos. A união realmente faz a força, e fez a força do meu coração.

Dor? Sim, existe, persiste, insiste. Mas não posso deixar que ela tome conta de tudo assim, sem nem pedir licença. E se pedir, também não vou dar!

E o amor, esse que tudo vence, tudo supera, se mostra cada dia mais presente em minha vida.
Ele é parte do que me fez voltar a sorrir.

Obrigada a todos que deixaram recadinhos, telefonemas, abraços e carinhos. A vocês só posso dar o que de mais puro tenho: meu sorriso sincero.



Beijos e...aloha!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Dor...

Esse é o único sentimento que consigo identificar. Não sinto fome, não sinto frio, não sinto nada. Sinto dor.

As amigas mais novas que tenho não conhecem minha família. Pois bem, vou descrevê-la um pouco.
Meu pai é um homem rígido, nos criou bem. Nos ensinou valores, nunca deixou nos faltar nada, brigou excessivamente comigo (eu acho) por que não conseguia aprender a tabuada. E até hoje não sei. Mas é um homem muito bom, ajuda muita gente, sempre nos deu de tudo, sempre se esforçou muito para que os filhos não passassem as necessidades que ele passou. Honesto, íntegro, e uma das pessoas mais bondosas que conheço. Mas com cara de bravo.
Minha mãe é daquelas pessoas que você não ouve falar nada a respeito. Discreta, não conversa muito com desconhecidos, tem raras amizades. Suporta todo o peso da família. Como todas as mães, eu acho. Engraçada, quando está de bom humor. Sempre trabalhou muito, nem sempre teve muito tempo pra gente, mas sabíamos que ela estaria lá quando precisássemos.
Minha irmã é doida. É aquele tipo de pessoa mais alternativa, sabe? Uma hippie fora da época. Gosta das artes, de músicas diferentes, escuta bandas que ninguém ouviu falar, trabalha muito e só reclama do trabalho. Mas reclama também se ficar sem dinheiro. É a mãe da minha sobrinha, Nana.
Meu irmão... Meu irmão é o caçula. Eu e ele temos 10 anos de diferença. Desde que ele nasceu, somos grudados. Troquei as fraldas, cuidei, dei limão para ele chupar quando me pediu uma laranja, andou pela primeira vez com a minha ajuda, a primeira palavra que falou foi meu nome, desenhava um rabisco esquisito e dizia que era uma Ferrari cor de rosa quatro portas, que ele me daria algum dia, dizia para todo mundo que ia casar comigo. Meu bebê.
Tentou o suicídio ano passado. Fiquei internada com ele dentro do hospital na ala psiquiátrica, teve alta. Se arrependeu do que fez. Voltou ao normal.
Madrugada de domingo: foi preso no centro de São Paulo com mais dois rapazes. Assalto à mão armada. Tudo em função das drogas. Foi transferido ontem para o CDP de Pinheiros.

Eu? Se eu precisasse me definir hoje, seria assim: NADA. Sou um amontoado de ossos, músculos e pele, sem função, sem razão, sem nada. Me sinto reduzida à nada.
Sei que em alguma parte do meu coração existe o amor que tenho pela minha família e pelo homem da minha vida, mas desde segunda não consigo encontrar esse amor. Sinto apenas muita dor, muita angústia, uma dor que corrói meu peito ao ver meu pai inchado de tanto chorar, minha mãe com o olhar perdido, minha irmã sem saber o que fazer e eu, que quase já não vejo a face diante do espelho.
Não durmo direito porque penso em como ele deve estar lá dentro daquele lugar. Não como pensando que ele deve estar com fome e não está aqui, comendo conosco. Está lá, recebendo comida azeda.
A dor que sinto é imensa. Nada pode ser maior que isso. Sei que agora nada pode arrancar essa dor do meu peito, e sei que nenhuma alegria pode ser maior que a dor que sinto.

Se alguém ler isso, peço que por favor me inclua em suas orações. Tenho medo de enlouquecer de tanta dor.

Espero algum dia voltar a escrever, a sentir, a viver. Espero que Deus esteja com meu irmão. Espero que eu acorde amanhã e tenha sido um pesadelo.

Obrigada aos que ligaram, escreveram, e aos que apenas pensaram em nós. Que Deus abençoe a todos.

Até algum dia.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Desanimada...

Nossa...há quanto tempo não posto nada aqui...

É, meu micro desânimo em relação ao casamento continua. Mas não é nada grave, é que eu e Chris decidimos esperar começar a construção da casa, passar essa doidera de final de ano, para só depois voltar a pensar nisso.
Minha sogra já me pediu para ver o buffet e que ela vai ser a responsável por isso. Mas fico tão sem graça, sabe?
Ainda não sei o que quero fazer. Estou realmente desanimando da festinha.
Estou pensando em tudo com tanto carinho, e já vi pessoas da família reclamando em simples aniversários, que acho que não estou disposta nem preparada para ouvir críticas em relação às coisas que sonhei e planejei durante tanto tempo, sabe? É muita frustração...

Quero só me casra na igreja, simples, cumprimentar a todos na pracinha que tem em frente, tirar fotos românticas no coreto, distribuir as lembrancinhas para os convidados e pronto. No dia seguinte almoçamos só nós e as famílias com os padrinhos. Acho que seria mais legal...

Mas acho que a família do noivo tá esperando festa, sabe? Não sei...ai, que difícil isso!!!

Enfim...é isso...

Aloha...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Triste...

Acho que não vou começar meu blog novo com o pé direito...

Mas como isso tb faz parte das minhas "confissões", vamos lá. Nem só de alegrias vive uma noiva...

Ando um pouco chateada com minha mãe.
Ela não é dessas mães que vibrou com o noivado, com a notícia do casamento, com nada. Aliás, ela até me ridiculariza um pouco.
Diz que daqui a pouco largo, que lá vou eu me "juntar" com mais um (como seu eu já tivesse me casado um milhão de vezes...), que acha brega aliança de noivado, e por aí vai.
Eu já tive uma experiência ruim, de morar com uma pessoa, mas nunca oficializei nada. Morei, durou aproximadamente 1 ano, e acabou. Fim da história. E só.
Fiquei mais de 1 ano sozinha, pensando, saindo, conhecendo pessoas, me conhecendo. Demorei um pouco para levar alguém em casa novamente.
E quando levei, foi o Chris, meu amor de adolescência, uma história bem bonitinha, que conto um outro dia.
Enfim, não foi uma história como qualquer outra. Ele foi especial, porque com essa última experiência aprendi muito, entendi que não devia misturar as coisa,s que minha família tem que ser preservada acima de tudo, e que meu coração também devia.
Mas ela não vê assim. Enxerga como "mais um".
E quando vou toda contente mostrar modelos de vestidos, docinhos, convites, ela olha com olhar de desdém e um risinho de "ai, meu Deus, quanto tempo isso vai durar?".

Estou para ir na São Caetano por esses dias, e sei que vou chorar. Porque, chegando lá, vou me deparar com dúzias de meninas acompanhadas de suas mães, escolhendo vestido, opinando, e até brigando. E eu, não. Estarei lá sozinha, escolhendo sozinha, sonhando sozinha.

Mas tudo bem também. Às vezes é até bom. Com uma pessoa a menos pra opinar, é menos confusão e indecisão na minha cabeça, né? rs...

Vou continuar minha busca incessante pelo melhor buffet, melhor convite, bolo, docinhos...
Vou escolher e fazer minha festa sozinha.
Ou melhor, nem tão sozinha assim. As amigas estão marcando presença, a sogra também, a cunhada...e o noivo! Que se deixar, vai até ver o vestido comigo! hahaha...

Apesar dos pesares, tenho muita sorte. Amigos são valiosos nessas horas!

Aloha! =]